terça-feira, 9 de julho de 2013

Casualmente o mesmo signo

Um delírio em flor e caos, e o tempo escorrendo sem devolver o momento que para uns perdido para outros nem vivido.
Escrevendo mensagens sentimentais e abstratas, unidos por uma estrela que já morreu e que conta em visão por se tratar de anos luz, é assim que medem as distâncias, através do tempo e não do percurso.
Sem pensar posso até me arrepender do que foi testemunhado, coração apunhalado vulgarmente por um instinto sacana de sempre envolver e jogar a melodia certa, nota, métrica exata.
Indeterminado pode ser esse sujeito, sempre raro, inconveniente em sua vontade, mas sempre a vontade.
E quando estiver tudo bem, tudo pode ser, e o que te dá muito prazer hoje não está mais ao seu dispor.
E por amor, e por vaidade, e por simples incoerência se compõe por não compreender que este enlace sentimental foi pré-concebido antes mesmo de haver consciência. E apesar dos defeitos, do que se sabe a respeito, nunca haverá o que e quem culpar.
E era apenas uma cúmplice solidão? Era delírio de um desejo?
Duas vezes e resta-me o último mês, sem o que fazer, sem hora certa pra identificar nem palavra certa para voltar, não tenho a disposição o seu tempo, na verdade não temos tempo a disposição e a porta aberta ficará escancarada com ou sem nossa permissão, não há hora certa de chegar, e nesse meio termo a última coisa que existe é o meio.
Uma vida e outra entrelaçada por querer e sabendo o que, mas sem porquê, uma vontade ancestral e inconveniente de manter a comunhão quase perfeita.
Chega de perfeição e viva as desordens do corpo, da alma. Embaralhando esse jogo onde tudo era motivo para mais, e o motivo não acabou, na verdade nada acabou, infelizmente precisamos logicamente interromper o irracional e seguir...em busca de nós ou em busca do nós?
Apenas seguir, dizem que pode ser inferno astral, dizem que pode ser um desabafo, não importa o que dizem, foi e parece que sempre será.