quinta-feira, 10 de maio de 2012

Target

"...meu coração atira ao alvo errado e acerta..."
Qual a sensação de participar de uma roleta russa de emoções?
E se a bala não está pronta, aliás e se a arma não estiver carregada?
O que cada bala possui pode libertar ou escravizar o alvo. Nesse caso busquemos a metáfora.
Preciso das metáforas para construir qualquer trecho de verdade, mentira ou puro capricho transferido.
Viva também as livres associações, pois, nos dizem ou querem dizer alguma coisa.
A finalidade do acordo entre sílabas nomeia o que se delata olhando, fazendo e sendo, sobretudo sendo.
Ampliando a dimensão dos mundos, olhei-me no espelho e perguntei:
- Quantas vidas passaram por aqui?
- Qual pecado, desafio, instinto, desejo, sobrepôs este outro mundo que apenas reflete e guarda anos, histórias?
- Quantos anos possui este espelho que me vejo?
- Quantos segredos não revelados?
Parei e olhei novamente o alvo. Esperava minha flechada às cegas, pois sempre há um labirinto ou nuvem entre meus desafios.
Não sou arquiteta do destino, minha única ambição é concretizar o querer tateando instintivamente até encontrar a presa.
Preciso viver o que é tátil, pois o platonismo me entedia e o tédio é uma tortura.
Não se mistura o mundo das ideias com o mundo do que é sentido. Um frustra o outro. Sempre o que se idealiza é confrontado com a realidade, portanto dou férias ao meio termo e sim carrego minha artilharia e solto o que deve e merece ser solto.
"Pessoas às vezes adoecem da razão
De gostar de palavra presa.
Palavra boa é palavra líquida..."
Sejamos práticos, soltemos os verbos, palavras, versos, sejamos livres, predadores e presas biológicas ou subjetivas, mas sejamos...
Só é alvo, aquilo que se presta ao ataque.



2 comentários:

Pluralize.