segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Metno

O mito existe, mas por hora não acredito mais.

Estamos todos regidos pelos caprichos íntimos dos desejos, iludidos pelos tais quereres que ultrapassam a beleza do amor.

As paixões dilaceram a alma, corrompem os corpos e nos fazem sentir o pulsar de cada minuto que passa.

A felicidade não é o prazer, compreenda; puro e autêntico prazer torna-se vício que despenca no vazio, este entregue a confluência de jogos regidos pela sedução.

Há muito tempo vive-se os últimos minutos do segundo tempo e é necessário finalizar o jogo e seus impedimentos...




sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Linha

Tudo anda muito infinito e próprio. 
O instante coberto de lembraças não corre. Cada instante seguinte repete o anterior. 
O texto recebe realces, a palavra vagueia o querer e de novo comete-se o erro. 
O crime contra si mesmo é determinado por um fato que já não tem tempo. 
A pontualidade dos extremos e necessidade deles conjuga os verbos. 
É plano e real. 
É necessário? 
Que momento é esse que precisa ser vivido? Por que não anular? 
Para não cometer outro crime; negar.