quarta-feira, 20 de abril de 2011

Vert Foncé

Somos outros?

Qual pedaço da tua realidade te completa?

Você pode ser cor, música, bicho, palavra.

Poderia te denominar e classificar, mas como fazê-lo se teu campo é minado? 

Quanta interrogação ao falar de si e quanta delicadeza ao ouvir o outro.

Sob tua ótica tenho a lágrima densa, tenho o frescor de uma menina, sou tão intensa quanto o amor.

Dou a ti meu amor, meu melhor sorriso, minha verdade, minha caricatura e minha verdadeira face.

Descobre tua forma e desvenda a icógnita que sempre habita tua geometria

Tuas portas estão abertas, mas e as janelas?

Será que é tão difícil deixá-las abertas?

Fecha algumas de tuas portas, constrói tua realidade no que é tátil e então toca.

Descarta, entrega, suplica e não te negas.

Seja a água do teu deserto.


  

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