terça-feira, 28 de dezembro de 2010

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Por me negar tão enfaticamente, afirmo.

                                                Por me afirmar tão enfaticamente, nego.




                 



                               






                                 

Para Zélia Santos

Não quero nenhum álcool forte, não quero a divagação, pois o fato domina minha estrada e há uma correnteza que me leva, me derruba, me guia.
Sou guiada pela correnteza que chegou a me inundar.
Quais as promessas?
Todas as regras foram quebradas, as chegadas não passaram de partidas.
As idas se resumiram a vindas e novas esperanças construídas através do que já foi e do que ficou.
Mas vida acontece...
Sua semente foi plantada e sua árvore sou eu. 
Minha raiz sugou em sua terra fértil, toda delicadeza, verdade, força e justiça no mundo real e no mundo das idéias, dos fatos e absurdos que me contornam...assim preciso e peço alimento.
A substância eficaz se perdeu entre interrogações que hoje não ultrapassam a retórica eloquente que se foi com ela.



Amo-te!