quarta-feira, 23 de junho de 2010

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O que quero provar?

Na verdade será uma passagem?

Uma forma de me completar diante as duas faces e até mesmo diante a duplicidade a qual tanto vagueio?

Os pedaços que nos faltam são adquiridos através do outro e da experiência vivida.

Talvez esse seja o caminho para uma desconstrução do que me faltava e do que ainda não me completa.

Caminho sob a linha da duplicidade e estou diante do novo. 

Minhas definições e estigmas caíram por terra e minha universalidade parece contrapor ao que é único.

Dois passos e um pouco mais é a liberdade que preciso agora.

Estou entregue ao risco de ser nomeada e os rótulos são papéis construídos pela cadeia humana de animais não entregues aos seus instintos.

Não racionalizar é de uma graça absurda e o carma  do ser humano é ser racional.

Este rótulo; "Homem, um animal racional." aprisiona a liberdade, o desejo, o instinto e o íntimo que guia as criaturas. 

A loucura humana é mais misteriosa do que o sentido da vida, ninguém está preparado para ser insano.

A vida ritualiza as relações pessoais e a loucura desmascara agressivamente os paradigmas impostos pelo homem.

Viver é comercial, ser entregue ao mundo é absolver-se das limitações impostas pela negociata do Ser em sociedade.

A maioria das pessoas Está e não É de fato.

Os fatos te paralisam e você regride por medo do novo, do inesperado.

Desconstruir o passado é um doloroso fardo preenchido da angústia de uma morte premeditada.

Ao determinar a morte ultrapasso a loucura e não consigo ser afetada.

Não sentir a morte é a dádiva dos loucos.

Matar você em mim talvez seja o maior pecado que cometerei contra nós, mas morrer as vezes é necessário.

No entanto confesso; Não se mata o passado, vive-se apesar de e se constrói um novo futuro, um novo rótulo, uma nova identidade.

Não quero uma via de mão única, sou adepta as possibilidades que o Destino me oferece.

Não é digno negar a felicidade e hoje posso dizer: Permita-se!



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